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Sexta-feira, Março 07, 2008
Diários de Ontem
Ontem,
Depois que escrevi o email ontem pra vocês, a Laura chegou aqui no hotel para me ver. Eu estava tanto em Letícia nesses tempos que havia me esquecido do que se tratava Laura. No fundo, e eu não tinha pensado nisso, são as duas das três paixões que tive desde o fim dos namoros antigos. E, se por um lado, Letícia se me parece um sol vivo, brilhante que não se pode ter(ateu e ígneo), Laura, por sua vez, é qual lua nova, cheia de magia nuns olhos redondos e escuros. Suas mãos são cheias de calor, fortes, com linhas angulares que a tornam semelhantes a das feiticeiras.
Fomos muito amorosos nessa quase uma hora que ficamos juntos andando pela cidade. Laura estava vestida com umas botas pretas modernas. Bonitas e impermeáveis. Isso permitia a ela andar pelas poças de água da calçada enquanto eu era obrigado a desviar. Foi inevitável pensar em tom mítico: "Laura caminha sobre as águas".
Um abraço silencioso de algumas dezenas de segundos eternos marcou nosso reencontro. Pude sentir o coração dela ressoando, latejando nas estruturas do meu corpo.
Desejei de uma maneira rara poder, algum dia, ficar perto dela. Isso já me valeu a viagem e escrevo isso aqui de maneira emocionada, absorvendo, contendo algum choro indefinido.
PS:Diga-se de passagem a chuva foi uma lembrança que veio comigo para cá. Hoje não chove. Mas na madruga que vim, até o período da tarde, Buenos Aires estava chuvosa.
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16:48 | comentários:
Sobre Ontem.
Não consigo encontrar o livro de Garcia Marques, "El amor en los tiempos del colera", então, sigo lendo "a historia sem fim" de Ende com apreço. Atréiu, que partiu em sua Grande Busca para salvar Fantasia do Nada que se alastra, perdia suas últimas esperanças quando eu me dirigia a uma província longe do centro de Buenos Aires de trem.
Visitava uma amiga mas desisti no meio do caminho com medo de não poder voltar no mesmo dia e perder a minha diária na charmosa pousada no bairro de palermo. Digo isso porque seria preciso, depois da viagem de trem(de 40 minutos) que eu havia pegado, tomar uma balsa ou barco, não sei. Desisti.
Cito o livro de Michael Ende porque me espantou o fato de eu justamente estar com ele nas mãos quando nesses últimos meses fazia um esforço para não crer naquilo que não via. Numa tentativa de tomar, a todo custo, as rédeas das escolhas nas mãos e ser o único responsável por tudo.
Atréiu ouve da boca de seu predador já moribundo(um lobisomem que não pertence nem ao mundo dos homens nem à Fantasia mas participa dos dois) que os seres de Fantasia que precipitam-se no Nada se transformam. Tornam-se mentiras. Mentiras no mundo dos homens. E que no mundo dos homens existem uns idiotas que, claro, se julgam muito inteligentes ao espalharem essas mentiras. E que, nesse movimento, tanto Fantasia quanto o Mundo dos Homens era destruído.
Nesse momento o trem descrevia uma tangente pela Capital Federal(uma espécie de Grande São Paulo) e seguia ruma às províncias periféricas. É curioso perceber que a alegria turística nessa viagem não dissipa essa sombra em que o livro de Ende me põe à frente. Sinto-me na direção de um "novo" estado de fé. Mas de nada sei. Algumas coincidências cercam os acontecimentos por aqui.
A encantadora pousada que tinha apenas um dia livre quando cheguei abre a cada dia, oportunamente, uma vaga. Embora eu já tenha um plano B, com relação a moradia, fico impressionado com esses movimentos das circunstancias.
Importante lembrar que, como Atréiu, me sinto um pouco inerte, longe de tudo até da solidão. Não revi Laura e nem Letícia, isso, ironicamente, ajuda. Provavelmente verei uma hoje e a outra amanha, respectivamente.
No final da tarde, que aqui ainda é de dia(o sol se põe as 20h30) fui comprar os mapas pensando ainda na possibilidade de realizar a viagem como concebi, hipoteticamente, no aeroporto de congonhas. O Sr. Osvaldo, vendedor de mapas, elogiou o meu castelhano(isso anda acontecendo com taxistas também) e me encheu de vontade de seguir em frente nesse caminho sem expectativas. Abriu o mapa que eu acabara de comprar dele e ficou me apontando as Vilas e cidades "hermosas" que, como disse ele, eu tinha que conhecer.
Por isso, ontem, aumentaram as chances de, no sábado, eu seguir viagem.
O que me segura é a possibilidade de ficar perto de Laura um pouco mais. Pois, me dei conta que, contando essa ultima vez, somos pessoas que se encontraram apenas 4 dias na vida. Não é curioso!? Eu nem tinha pensado que da ultima vez, só a vi na noite do natal. É que como estava muito próximo dos amigos dela quase todos os dias, não senti que tinha sido dessa maneira.
...
posted by CÁSSIO CARVALHO |
16:48 | comentários:
Ontem.
Escrever a estória de ontem é uma coisa que não será rápido e nem fácil. Esse dia começa no dia anterior (e isso não é uma obviedade pois nem sempre é assim). Eu procurava outras opções de pousadas. Visitei varias delas nas cercanias do bairro em que estava. Muitas eram caras e chiques demais para o que eu precisava. Aquela em que eu estava era muito gostosa mesmo, pensava depois de cada investida.
Havia uma outra, e que era o meu plano B, bastante jovem e barata, pensei que poderia ser esta a pousada ideal, visto que tinham estrangeiros e tal. Mas havia uma coisa no ar, enquanto conhecia o lugar, eu não me sentia bem ali. O rapaz me dava as instruções, apontava os lugares…Enfim, não sei porque não me sentia bem, não só esotericamente, o cheiro de baseado contribuía. Mas, mesmo assim, era provável que, se não fosse da maneira como sucedeu, eu fosse para lá.
Meu quarto, na pousada Che Lulu, se chamava Victoria. Enfim, embora tenha acontecido de eu ter mais um dia disponível nessa pousada (mas esse seria de fato o ultimo, e mesmo assim eu teria, se quisesse permanecer na pousada, que ir para um outro quarto, um quarto compartilhado – mais barato, claro), eu sentia uma necessidade profunda de me mudar, antes que me fosse obrigatório. Foi uma decisão difícil de tomar: Sair do conforto de não mudar de pousada!
Paralelamente a isso, escrevia em meu caderno de anotações num tom rebelde a la Graham Greene em “Fim de Caso”:
“Não me contento com esse pouco que deveria me ser o suficiente, ou para sempre. Quero o abraço de Laura por toda uma vida. Sou igual aos maridos ciumentos. Caio no erro de querer só para mim. (e mudava de assunto na outra linha) Vou me mudar! De pousada, digo. Colocar-me em outra situação. (…)”
No final da tarde de anteontem, havia visitado uma pousada que no meu mapa de pousadas e albergues tinha passado batido. Tinha uma porta de ferro com fundo de vidro transparente e uma escadaria em L, parecido com a da minha casa, mas a curva é para o outro lado. (Isso é comum nas casas daqui. A da Laura, por exemplo, é assim também e com curva para direita.)
Toquei a campainha. Uma moça bonita desceu as escadas e me atendeu. Pensei nisso como um bom sinal (uma moca bonita sempre é um bom sinal, na outra pousada eram senhoras, mas muito simpáticas. O que também é um bom sinal) Mostrou-me os quartos compartilhados e toda a pousada, uma casa. Uma graça, com terraço e tudo. Disse-me que, alem do mais, estava sem ninguém por esses dias. Mas não tinha café da manha e isso, naquele momento, me parecia ruim (era o turista dentro de mim pensando).
Pensei, que poderia ser o que procurava, viver como se vivesse aqui. Sem café da manha pronto mas, dessa vez, eu teria uma cozinha livre para fazê-lo à minha maneira. Porem, isso não me veio a cabeça assim, naquela hora. Contudo aconteceu outra coisa no momento em que me mostrava as coisas e dizia todos os valores de cada quarto. Seu nome, por mais curioso que pareça, disse-me: “Victoria”, como o do quarto da pousada em que eu estava e, ao me mostrar a bagunçada sala de estar (pois não esperava visitas e estava com seu marido e filha - nesse momento no terraço, na cobertura, na laje brincando um com o outro e, naquela oportunidade, só pude escutá-los) percebi, de soslaio, um violão guardado na sua capa preta e aquilo foi um tilintar de sinos.
Durante alguns momentos do dia me vinha a imagem daquele violão encostado na parte lateral do sofá, possivelmente desafinado e à espera de alguém que o dedilhasse.
Dormi na pousada que vivia cada dia a dia, no quarto Victoria, ainda inseguro sobre que caminho tomar e, quando acordei, começou o incrível dia de ontem.
posted by CÁSSIO CARVALHO |
16:47 | comentários:
A pedido de Elena Sapino busco uma maneira de conceber estes dias ainda inéditos para as palavras escritas.
Muitos "dias de ontem(ou dias desde ontem)" se me passaram(por dentro mesmo), em seus maravilhosos detalhes e coisas singulares, sem cessar de acontecer. Portanto, me exige e exigirá muita concentração para que as palavras que eu escolha, os fatos e as relações que eu estabeleça sejam dignas e honestas às suas respectivas lembranças, recordações.
Ao estabelecer essa condição vejo que, nesse caso, onde a vida é vivida(digamos, em plenitude), só posso escrever se tenho uma intenção artesanal de dar as essas recordações uma moldura, um tipo de edição que as fortaleçam dentro de mim dando-lhes uma vida menos etérea. Por isso, lembro-me de coisas sui generis que vivi, detalhes poéticos, alguma palavra dita ou algo assim enquanto, por outro lado, me escapam coisas outras justamente pelo fato de nunca lhes ter concedido essa moldura poética que cito agora. Curioso, é assim mesmo que me acontece.
Estávamos deitados numa rede no terraço da casa da Anita( Irmã da Laura) eu e Laura, e despretensiosamente, olhando para baixo (como fazem os tímidos porque não querem saber-se nus), trazia da memória, num tom recitativo, o trecho que iniciava uma carta que eu havia lhe escrito há dois anos:
"Laura, dos louros, dos anjos do acaso..."
- O que é isto? Perguntou-me sorrindo com a curiosidade que tem os apaixonados pelo o que dizem os seus amantes me envolvendo ainda mais nos braços. Laura não se lembrava e tão pouco sabia ao certo o queriam dizer essas palavras.
Não pensei isso na hora mas, para mim, o que eu disse soou como uma frase mágica, como um "Eu amo você" personalizado a ela, cujo significado da frase eu compreendi ao concebê-la no momento EM QUE me apaixonara por Laura e POR TER me apaixonado por ela. Aconteceu tal como acontece a uma porta mística que só pode ser aberta quando alguém pronuncia da maneira correta as antigas inscrições nela impressas.
Esta porta abriu-se novamente.
E esta porta me convocou a fazê-lo dias antes. Num abraço de boa noite onde estivera jantando em sua casa, sussurrava com uma certeza apaixonante:
- Te quiero. Te quiero!
E depois, tornava a dizer num abraço sem pecados.
Ainda antes disso tudo, esta estória de muitos personagens teria um de seus momentos vitais: O tal jantar. Bom, tornou-se irrelevante dizer, por exemplo, que me mudei de pousada. Que fui para a tal casa que tinha o violão. E que, dessa vez, não só o quarto mas a dona da casa se chamava "Victoria".
O relevante é que revi Elena e, no mesmo dia, conheci o filho de Azcurra, o tal Marco, o Flun Flins e seus vários nomes by Laura. De repente, Laura é mãe - me dei conta(de verdade) - . Era a convite dela que tinha ido jantar em sua casa na presença de sua Mãe(Elena) e só. Um jantar a três.
Laura se esqueceu que eu era vegetariano e fez uma carne deliciosa que não tive em nenhum momento a intenção de negar. Uma delicia.
Enfim, dentre outras coisas que não há como me ater(ao menos agora) sobre aquele incrível jantar, falamos de algo raro, falamos de tudo, nos entre olhávamos sempre muito entregues ao momento. Uma evento de muitos adjetivos. Mas um detalhe inspirou, desde o principio, esse comentário de hoje. Apenas um detalhe.
Falamos sobre os tais personagens cinzas das estórias em quadrinhos que cumprem a difícil função de permanecerem irreconhecíveis. O papel dos figurantes. O que acontece é que de alguma forma, todos temos nossos momentos de figurante e nossos outros papeis. A figuração é importante a medida que, as vezes, é ela quem da veracidade à cena.
Empolgando-se com o tema teatral, Elena falava que ultimamente optara por fazer figuração à vida de casada de Laura. Isso porque o Casal estava em crise e ela já não queria se afetar e nem devia se afetar com isso. Eu, claro, concordei. Muito sensato, terapeuticamente falando.
Mas quando, agora, penso em Elena nessa noite do jantar e na noite de natal do ano de 2005 me pergunto:
Em que tipo de papel na minha estória com Laura se enquadra a deslumbrante personagem dessa mulher, ou a personagem dessa mulher deslumbrante?
Penso, penso... A única coisa que me vem à cabeça são as estórias gregas onde os Deuses e personagens de outra qualificação intervinham de maneira decisiva nas escolhas dos protagonistas como que extra-texto.
Posso então, justamente porque estas palavras são escolhas minhas, dizer que nessas duas vezes em que o personagem de Elena participou da minha estória com Laura, me vi nos olhos de Elena assim como Odisseu se viu nos olhos glaucos de Atena.
...
Bom, ainda me falta muito por dizer destes dias inéditos. Foram ainda melhores vividos, sem duvida. Mas ao menos fico satisfeito , aqui, por conceder esse pedido de Elena que, aos meus olhos, deve ser péssima como figurante...
Atenciosamente,
Cássio Carvalho.
Fevereiro / Buenos Aires
posted by CÁSSIO CARVALHO |
16:45 | comentários:
Quarta-feira, Janeiro 16, 2008
cheio de lirismo...
to cheio disso e daquilo.
hoje, sinto-me olhando a vida como quem olha um mapa...
que, agora, uma nuvem tapa.
obs: baseio-me na música "angela" de Antonio Carlos Jobim.
posted by CÁSSIO CARVALHO |
19:51 | comentários:
Quarta-feira, Dezembro 26, 2007
nota
O livro citado abaixo é "fim de caso" de graham greene. Foi às telas sob a direção de Neil Jordan.
O Filme não me pareceu, apesar de maravilhoso, tão intenso quanto o livro. Engraçado que eu o tivesse escolhido para ler.
O fim de caso, alí, é com Ele. Deus.
Estive na Salvador onde tudo me parecia santo.
Minha vó sempre me incomoda quando vem à cidade no natal, com seu catoliscismo indispensável.
Nesse natal tentei não bater de frente.
Ela quis me ensinar a rezar antes de sair de casa. Mas que vida é essa que temos que ficar se protegendo!?
Do quê?
Mas eu não engulo essa coisa...
...principalmente quando mal explicada.
Tudo começou a não ter muito sentido.
E, por outro lado, nada, nunca fez sentido pra mim.
É bonito não crer.
Mas eu tenho medo da arrogancia.
As pessoas ora temem o mundo, ora temem deus.
Os dois ao mesmo tempo, quiça.
Não é ridículo?
Eu sei, parece que não sou eu falando.
Mas acho que nos acostumamos a sempre dar crédito à essa idéia de deus.
a esse nome, jogado da boca pra fora.
E se alguem desce o nome de deus prum filho?
A gente fala o nome dele e tenta argumentar.
E tudo fica perdoado.
Consumado.
Ou protegido.
Não quero ser contraditório.
Mas é com essa substancia indagadora que fecho o ano neste blog.
Saravá.
Eu acho que a prece é pessoal.
Não se ensina.
Pra mim sempre foi o silencio.
Que fique claro, penso nas coisas da vida como sendo o que as pessoas chamam de deus.
Mas, convenhamos, não dá pra ficar chamando de deus, oras.
posted by CÁSSIO CARVALHO |
00:42 | comentários:
Domingo, Dezembro 09, 2007
Ontem,
arrumando as cartas do meu antigo baú,
percebi que as poesias eram mais delas que minhas.
Eram elas e, por algumas vezes, eu.
Claro, não tenho alí as "minhas cartas".
Só tenho as que foram escritas para mim, destinadas à mim.
Apenas metade da estória, rá.
Cheguei até a ler algumas coisas em voz alta, deitado na rede, de tão bem escritas e lindas.
Foi uma noite de amor...
Algumas expressam coisas que eu nem entendo como sempre deixei passar batido.
Dava risada, uma risada boa, compreensiva e não irônica.
Joguei muita coisas fora, tinha muita gente ali...
Cartas bobas de adolescencia que nunca havia tirado.
Tava amarrotado. Sabe quando dava preguiça até de ler.
Joguei fora e coisas minhas também. Muitas.
Enfim, elitizei o tal baú.
Quase 2/3 das coisas daquele bau eram ocupados apenas fisicamente, se é que me entendem.
Agora foram embora.
Ficou assim, somente aquilo que me constituiu, constitui.
Deixando bastante espaço livre, lógico.
Good vibrations, ladies.
Let it be.
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11:09 | comentários:
Segunda-feira, Dezembro 03, 2007
...foi uma lágrima que não deixei verter e que no jarro da pupila caiu invertida imprimindo essa miragem dentro do que eu via...
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14:56 | comentários:
Quinta-feira, Novembro 29, 2007
Nada de poesia por hoje.
O negócio agora é dar soco na parede...
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20:03 | comentários:
Segunda-feira, Novembro 26, 2007
tocar uma música é diferente de ouvir uma música.
tem música que gosto só de cantar, outras só de ouvir.
bolero pra cantar, caetano para ouvir.
para camila.
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00:45 | comentários:
- O quê!? Você não sabe tocar essa música?
- Não, oras!
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00:39 | comentários:
Terça-feira, Novembro 20, 2007
uma coisa!
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22:50 | comentários:
Quinta-feira, Novembro 01, 2007
Eu conheço duas moças...
São Paulas do Rio de Janeiro.
(...)e que já viraram canção aqui.
para paula duarte e paula 'maya'.
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08:52 | comentários:
Quinta-feira, Setembro 06, 2007
ela me disse que toda planta que tem flor precisa de sol...
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15:18 | comentários:
Terça-feira, Setembro 04, 2007
por encomenda
Você pediu pra eu te escrever essa poesia neste guardanapo.
Como se fosse fácil lembrar dos versos, dos fatos
Como se eu não quisesse acrescentar um tanto
de por menores nesse papel que se rasga no traço forte
Logo eu, que já não sou de toque leve,
minha pluma o vento custa a carregar
Asas de albatroz, de urubu. Cabeça de avestruz.
Que se enfia. Que se mete. Que se esconde.
Você vê agora, por que não cabe tudo aqui?
Tenho de abrir as dobras dessa folha pra seguir um pouco mais
Pra te dizer essas coisas que você não precisava ouvir.
Você já comeu papel? Nunca!?
Eu já. Tem lá sua graça.
É um gesto quase sexual, vulgar.
A boca cheia de sulfite...
Fí-lo com velhas cartas de dor.
Engraçado como na língua sobressai o gosto da tinta.
Quando fresca.
Dá pra sentir o gosto da cor azul,
da preta.
E se mastiga um tanto até que a massa de papel,
no bolo de saliva fique, insuportavelmente, indestrutível.
Enfim, essa é a hora de cuspir.
Ou de engolir.
Você escolhe.
Importante é dar um fim.
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01:17 | comentários:
Sexta-feira, Agosto 03, 2007
há que se dizer:
assim como o amor,
o rancor é como brasa
que não tão cedo apaga
e que reacende o fogo
em qualquer tremor.
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09:30 | comentários:
Domingo, Julho 15, 2007
com tanto amor assim,
vão pensar que estamos de namorico.
agora,
conta pra eles,
diga que é a solitude que deixa o meu verso ainda mais charmoso.
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23:59 | comentários:
Sábado, Julho 07, 2007
"você se parece com um grande amor que eu tive
e te vendo assim, naquela hora, eu me lembrei daquela dor
todo o seu semblante e até a luz do seu sorriso
te evitei os olhos como as tais radiações do sol"
posted by CÁSSIO CARVALHO |
01:52 | comentários:
Terça-feira, Julho 03, 2007
de ti. minha segunda pessoa.
Formosa,
queres um segredo?
Já o tens.
adoraria te dar segredos,
deixar-los escondidos sob o travesseiro para que os visse somente quando te batesse o sono.
assim, bateria o aperto ainda mais forte no coração. que bate.
E tu me beijarias, do seu lado.
do outro lado.
Pois serias uma lua branca inteira
colorindo minha nuvem blue
dando forma de encanto
a essa poesia, na vida crua.
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20:18 | comentários:
Sábado, Junho 02, 2007
Verdadeira vontade de ficar
Deitado no chão
Vendo as sombras do lustre
Traçadas no teto
E as coisas ilustres
Pela cabeça.
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23:22 | comentários:
Sábado, Maio 19, 2007
poema de duplo improviso
fica no meus olhos
que eu deixo uma lágrima pra você
óh ... vou acabar ficando, nem que seja um minuto.
pra que voce recolha com seu dedo.
...
enquanto ela se vai, atravessando a maça do rosto.
e passa pra sua mão, pra ponta do seu "fura-bolo",
e assim repouse.
refletindo teu rosto
na esfera de seu espelho
lacrimejante
assim não saio mais...
deixe-me ir ...
vou.
e te veja sorrindo
querendo ficar
mas indo.
pois é
vá.
beijo.
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14:50 | comentários:
Quarta-feira, Abril 11, 2007
de mim, de novo
minha namorada é mais bonita que a chuva que ameaça cair...
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00:04 | comentários:
de teceira idade
caiu nesta manhã a placa de ferro que sinalizava o nome da minha rua
estrondoso foi o barulho, sacudiu a monotonia matutina que assola a redondeza
enfim, as velhinhas da região tem agora novos assuntos para alarmar...
posted by CÁSSIO CARVALHO |
00:02 | comentários:
Sábado, Março 31, 2007
de salvador
sugestivo seria qualquer lugar pra você
digestivo se ainda houver torrada e café
manteiga e mel, cinema e céu: quiçá
pode vir, eu tenho um jeito de te acomodar.
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04:56 | comentários:
Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007
"Coleção de expectativas com relação à pessoa de Dani Parisi."
Curador: Cássio Carvalho "El Catito".
Onde: Pelas Noites de São Paulo.
Quanto: Preço de algumas ligações para celular de outra cia.
Quando: Já foi.
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02:34 | comentários:
Domingo, Fevereiro 04, 2007
teste
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11:03 | comentários:
Segunda-feira, Janeiro 29, 2007
de dionisius et pluto
Eu não ousaria, em outros tempos, a passar, nem que por perto, daqueles portões de acesso ao subterrâneo. Naquele dia, não haveria de ser diferente. Porém, o tal rapaz nos tomou pelas mãos e, por isso, entramos, como "convidados especiais". E, pra quem olhou o tal rapaz, reparou em sua face, viu, através de sua tez clara, que havia constelações na constituição de parte do seu rosto e que a temperatura de sua pele era fria e seu olhar generoso. "De alguma forma, a simples vontade de sacralizar os desejos profundos são os vossos louros: ", disse o moço. "E aqui estão sete de vocês".
(...)
"Não se atreva a buscar novamente algo que já lhe foi ofertado como único", dizem os antigos.
(...)
A não ser que haja algo, mesmo que incapturável, ainda a ser vivido. Pois, às vezes, a última gota tarda a emergir da hermética taça em caracol protegida por Netuno. E para que essa última gota, que é de vinho de seu próprio sangue, seja sorvida são necessárias mãos de tenacidade dionisíaca. São necessárias mãos cheias de pudor e requinte, plenas de amor e desejo.
Por isso, muitos se machucam, existem os que nunca cessam de lutar por essa gota. Bem da verdade, nós nunca sabemos da última gota. É aí que está! Não sabemos onde termina. É triste apenas quando desistimos. Mas onde há coragem não há desistência, há apenas a certeza do fim. E o homem pode terminar aquela busca.

posted by CÁSSIO CARVALHO |
18:21 | comentários:
Sexta-feira, Janeiro 12, 2007
Salsa Negra Mamba
Há cinco anos, o percussionista Marcos Padis, após uma viagem à Cuba, começou a colocar em prática um grupo de música cubana em São Paulo. Uma banda de Salsa. Realizando encontros musicais em sua própria casa no bairro da Pompéia, Padis buscou músicos que se interessassem pela idéia e que, ao mesmo tempo, pudessem absorver a linguagem desse tipo de música muito conhecida no mundo porém, pouco divulgada ou, mesmo, realizada no Brasil. Assim, gerou-se o grupo de Salsa Negra Mamba. Sete músicos fazem parte do projeto. O resultado é uma banda de Salsa autêntica.
Hoje a banda Negra Mamba vive, em sua formação, a grande magia das ruas de Havana e da música cubana, apresentando um repertório pra lá de "caliente". E promete ainda mais para 2007...
Além disso, as noites latinas com a banda Negra Mamba contam com a presença de seu personal dancer: "Paulo de la Salsa". Assim, fica garantido o agito nas pistas de dança; aqueles que gostam de bailar, bailam e aqueles que querem aprender podem seguir os seus passos. É isso!
!Con mucho sabor, Negra Mamba saluda !
Integrantes
"Catito" Cássio Carvalho - Vocal
Henrique Migliano - Baixo
Ilker Ezaki - Congas
Marcos Padis - Timbales
Victor Les - Piano
Caio Torrado - Sax Tenor e Flauta
Remi Castaño - Sax Alto
Paulo "de la Salsa" - personal dancer
CONTATO PARA SHOWS e EVENTOS
Tel: 3872 8936 (Marcos) / 8181 9177 (Catito)
ouça: www.myspace.com/negramamba
datas de shows no orkut: Comunidade Negra Mamba
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16:10 | comentários:
Sexta-feira, Dezembro 22, 2006
de poeira cósmica
está tudo meio que jogado no chão
meio que inacabado.
está tudo, assim, espalhado pelo vasto corredor.
está tudo meio que jogado pela escada
pela cama
pelo amor de deus
chega tudo meio que até lá embaixo
até o pé da mesa .
E não é questão de limpar, não.
Limpar o quê? A poeira!?
Sabe quando uma bagunça está parcialmente em cima de outra?
E você mexe naquilo e vê, na bagunça de baixo, a marca da poeira resultante do encobrimento da bagunça de cima.
Você vê que poeira é uma coisa sem fim...
que cai e cai e cai, sempre.
sempre onde pode cair, cai
É tudo meio que questão de tempo
até aglomerar-se tudo meio assim.
Mesmo assim, tira-se o pó.
Bom, tirar não.
Joga-se pra cima pra que volte a cair de novo, lentamente.
No fundo, não se limpa nada.
Em verdade irônica, somos malabaristas dessa poeira.
Desse pó infinito não se tira nada.
PS: Nem com aspirador.
posted by CÁSSIO CARVALHO |
02:11 | comentários:
Segunda-feira, Dezembro 04, 2006
de saturno
Eis que hoje, arrumando o cabelo bagunçado no retrovisor do carro,
avisto, com certa admiração pelo inexorável, um maravilhoso "acenar" do tempo.
Eis que surge, proximo à minha orelha esquerda,
o primeiro fio de cabelo branco de cássio carvalho!
Que se enraizem, desde aqui, maiores sinais de maturidade em meus gestos.
Bom, fica a promessa.
posted by CÁSSIO CARVALHO |
02:26 | comentários:
Quinta-feira, Novembro 30, 2006
de mármore.
Deve haver uma maneira de eu me retratar com ela
Deve haver uma sincera explicação pra dar
Uma canção? Outro poema?
Você tem alguma idéia!?
Porque eu troquei seu nome por um outro que já era
Mas não era o caso ali, eu tava só na dela,
Só no samba, só de olho, no apreço da situação
O meu corpo já mostrava seus sinais de interesse
e os seus ombros já faziam parte do adereço
Eu não mereço, esse vacilo eu não mereço...
É a tal coisa do momento.
numa questão de tempo
um deslizamento de montanha.
Era tamanha, era pra tanto
E agora, eu nesse lamento, nesse instrumento
Lembrando da música do Caetano Veloso...
posted by CÁSSIO CARVALHO |
04:33 | comentários:
Quarta-feira, Novembro 22, 2006
gesticulando
Queixo na mão
Deixo nas mãos
Seixos pra você pegar
Cê vem ou Senão
Deixa na mão
Desleixo, quiçá
Sexo ou Não
Orgasmo ou Canção
é cor de araçá
Não faço questão
a face da mão
na cara se dá
Repleto de Sim
Discreto no Fim
Não sou de rimar
mas enfim...
posted by CÁSSIO CARVALHO |
03:09 | comentários:
Domingo, Novembro 19, 2006
Ouça "Fix You" do Cold Play...
é exatamente o que eu queria dizer aqui
"When you try your best but you don't succeed
When you get what you want but not what you need
When you feel so tired but you can't sleep
Stuck in reverse
And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone but it goes to waste
Could it be worse?
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you
And high up above or down below
When you're too in love to let it go
But if you never try you'll never know
Just what you're worth"
posted by CÁSSIO CARVALHO |
02:57 | comentários:
Segunda-feira, Novembro 06, 2006
lento caos
vento sal
nos olhos
quente sol
quanto mal
nos poros
gente qual
tento e tal
zen total
dentro o tao
nos "causos"...
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02:54 | comentários:
Quarta-feira, Novembro 01, 2006
"like a rolling stone" e/ou "ao deus dará"
Andam dizendo que eu sou monossilábico,
Poxa, preciso ficar explicando?
PS: rá.
PS2: sim, é pra fazer par com o post anterior.
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01:03 | comentários:
vendo assim, até parece que eu sei pra onde estou indo...
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00:58 | comentários:
Domingo, Outubro 08, 2006
...você sabe o quanto
foi naquele momento
você soube antes mesmo de mim
você sabe que sim
você sabe o que eu quero dizer
você sabe
e não sabe
e é assim que o amor pode ser...
Procê, Ícone
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23:29 | comentários:
Quarta-feira, Outubro 04, 2006
fora a temperatura da sua pele,
eu não sei de nada...
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02:04 | comentários:
Quinta-feira, Setembro 28, 2006
uma coisa me incomoda em você
um incômodo que se aloja assim
como uma coisa que você enoja só de ver
eu me acomodo nessa ridícula maneira de ser
eu me preservo em mim.
deixo o ruim se nutrir de nós.
olé, olá.
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21:24 | comentários:
Segunda-feira, Setembro 04, 2006
St. Me
again
against me
again
against me
again
against me
again
against me
again
against me
again
against me
again
against me
again
against me
again
against me
again
against me
again
against me
again
against me
again
against me
again
against me
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17:28 | comentários:
Quarta-feira, Agosto 30, 2006
Cássio Carvalho by Andy Warhol.
som pop art.
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15:54 | comentários:
Terça-feira, Agosto 22, 2006
marinheiro de primeira viagem
aqueles olhos,
eu os ví de passagem
e não vivi por tantos anos sem coragem
mas deixei bagagem acumular extraviando
extraviei-me.
por completo.
marinheiro que não sente saudade.
mar e nada
mareada
na miragem.

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20:05 | comentários:
Segunda-feira, Agosto 07, 2006
Cássio Carvalho
Cantor e compositor, Cássio Carvalho é parceiro de Ulisses Rocha (de quem foi aluno) em três canções,
inclusive a faixa título de seu primeiro CD 'Rumores'. O disco tem influências da Bossa Nova, da música latina,
do pop e da música eletrônica.
No repertório também canções compostas sozinho, como "Pedro e o Mar" e "Sobre Você".
Banda:
Cássio Carvalho - voz, violões e guitarra
Pipo Pegoraro - programações, MPC e percussão
Vicente - teclados, acordeon e flauta
Marcos Fló - contrabaixo
Neymar Pires - bateria.
SESC Consolação
rua Dr. Vila Nova, 245
Vila Buarque
Texto adaptado da agenda do SESC.
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12:29 | comentários:
Quinta-feira, Julho 27, 2006
...um coração guardado a "sete" chaves,
que guarda a "sete" chaves seus detalhes.
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10:26 | comentários:
Quinta-feira, Julho 06, 2006
monólogo
tenho saudade...
é, tenho saudade.
por hora, possuo esse sentimento.
porém, cedo ou tarde ele é quem pode me possuir.
e aí, quem irá responder por mim
se o meu coração se transformar na ansiedade em pessoa,
os meus braços nuns truões,
e esses olhos... num vazio de dar dó?
quem irá responder pela minha boca infecunda?
quem irá responder se os ouvidos não me deixarem escutar?
me diga,
e se o meu corpo assumir(perdendo) o total controle de sí?
quem irá mandar "pro raio que o parta" essa saudade?
essa grande vontade! oras...
quase como igual à vontade de mandar alguém às favas
tão intensa quanto,
e tão... aparentemente passageira.
quem irá responder por isso?
quem pode ponderar as possibilidades do "poder vir a ser"?
a senhora poderia me dizer, majestade...

para alice campanaro
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09:44 | comentários:
Domingo, Junho 25, 2006
meu deus!
como o amor é tão parecido com a fé...
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23:47 | comentários:
Quarta-feira, Junho 21, 2006
um ponto brilhante
existe agora adiante
tão eqüidistante, entre nós
e nós, dois transeuntes
na linha do horizonte
estamos a instantes do sol
um ponto no nada
só temos uma escada
e estamos no escuro e a sós
estamos a um passo
de frente para sorte
de cara com a morte e o amor
aponta uma flecha
o espaço de uma brecha
um sorriso que se dá com o olhar
na ponta dos seus dedos
na ponte entre os medos
a vida que nos advirá
para paula, quando me falava do "seu" caetano...
  
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02:16 | comentários:
Domingo, Junho 18, 2006
estetoscópio,
eu ouço os sons do microscópico instante
em meu binóculo
vejo de perto olhos que não enxergava antes
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22:43 | comentários:
Segunda-feira, Junho 12, 2006
teodora
Teodora terá agora seu publicável poema.
Foi o que eu, sem querer, disse que faria.
Foi assim.
Mesmo sabendo de suas enigmáticas facetas eu, já naquele instante, me considerei apto a escrevê-lo,
apto pela incapacidade de deixar uma palavra bonita sem frase para subentendê-la.
Teodora não é seu nome verdadeiro e minha idéia não é carregar esse segredo.
Teodora me viu como ainda eu não pude vê-la, alem de ter sido quem avistou primeiro.
No entanto, e mesmo assim, pude sorrir com sinceridade, com pouca dissimulação.
Tímido e inquieto, lancei-me "por um et cetera" de caminhos imaginários
afim de avistá-la de algum infinito pico de montanha,
buscando um diferente ângulo de sua mesma fronte, seu mesmo riso, seu mesmo rosto.
Porém, Teodora pode morrer aqui, com esses versos.
Esse nome em si, digo.
Para que surja, renascida nas entrelinhas desse parágrafo, a verdade sobre seu nome.
Cabe lembrar, a título de despedida, que Teodora traz algo de divino em si: Teo.
Traz também a dor e, claro, o adorar
Essência sutilmente perceptível em seu olhar vespertino.
PS: Isso eu não tive como não observar.

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19:57 | comentários:
Sexta-feira, Junho 02, 2006
hoje, na viajem de volta da periferia onde trabalho, vim cantarolando em voz baixa no banco do onibus.
de repente as coisas começaram a parecer mais mágicas realmente.
a coisa teve um efeito bem lúdico em mim durante aqueles momentos.
então, pensei no projeto solidario "canto no busão".
proporcionar açoes interativas para que as pessoas cantem no onibus.
imagina a energia bacana que geraria os passageiros de um onibus, relativamente cheio, cantando, desafinados ou não, em coro, musicas conhecidas...
é pra se pensar.
filantropia now.
mas ao meu modo.
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23:33 | comentários:
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